Hoje quero que você liberte sua imaginação junto comigo.
Imagine que você consegue um emprego novo, coisa bacana, em um time bom. Sua obrigação é aparecer segunda, terça, sexta e sábado para atividades de 2 horas. Às quartas e domingos você viaja à trabalho. Durante a semana você tem o privilégio de treinar numa das mais modernas academias do mundo, com o acompanhamento dos melhores profissionais. Você senta na bicicleta ergométrica e olha para o lado: "Puta que pariu, o Adriano". Olha pro outro: "Puta que pariu, o Miranda". Mas não se assuste, eles são seus amigos. Até para uma cervejada eles te convidam. Da academia você vai pro treino, coisa de 2 horas e que, na pior das hipóteses, vai te deixar em forma, não roliço como você, querido e sedentário leitor.
Domingo e quarta-feira é dia de fazer a mala. Você arruma seu Ipod Nano de 1T, seu MacBook Air, seus uniformes de viagem e entra em seu BMW pra ir pro aeroporto. Chegando lá dá umas entrevistas, e entra na 1ª classe do avião.
Desce, por exemplo, em Florianópolis, e já de cara aproveita o tempo entre receber a bagagem e colocá-la no quarto para cair na piscina do hotel e à noite ainda pode dar uma fugidinha pra night da capital catarinense.
Chega o jogo. Correria, cansaço, luta, pancadas, dor muscular? Que nada. Você senta no banco de reservas, do lado do técnico e já vai escolhendo com quem vai trocar a camisa no final do jogo ("Valdívia ou Marcos? Acho que a do marcos eu já peguei no Paulistão").
Fim de jogo. Você se levanta, pega as malas no hotel, volta de avião e vai pra casa.
E tudo isso com um salário de mais ou menos 50 mil reais.
É ou não é um sonho?
Pode ser pra você, mas não é para o goleiro Bosco, o profissional mais invejado por aquele que vos fala.
E me despeço, procurando um Salonpas pra pôr no cotovelo
sábado, 14 de junho de 2008
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